Pular para o conteúdo
Guia atualizado sobre Усилить контент посадочной: contexto, criterios de avaliacao, perguntas frequentes e proximos passos para comparar com mais seguranca.
Notícias

A passagem marcante de Brito pelo Athletico: memórias de um campeão de 1970

O zagueiro campeão do mundo em 1970 teve uma breve, mas intensa passagem pelo Furacão em 1975, deixando lembranças positivas entre companheiros e torcida.

Notícias Publicado 13 junho 2026 5 min de leitura Rafael Costa
Zagueiro Brito em treinamento com a camisa do Athletico-PR.
Imagen destacada del articulo fuente

A década de 1970 foi repleta de craques para o futebol brasileiro, e um nome que ecoa com força é o de Brito, zagueiro fundamental na conquista do tricampeonato mundial em 1970. Cinco anos após o feito histórico no México, o defensor desembarcou em Curitiba para vestir a camisa do Athletico-PR, em uma passagem que, apesar de curta, deixou um legado de admiração e boas lembranças.

A chegada de um campeão do mundo a um clube fora do eixo Rio-São Paulo já era, por si só, um acontecimento. Brito juntou-se a outros nomes de peso que já haviam passado pelo Furacão, como Bellini e Djalma Santos, fortalecendo ainda mais a mística rubro-negra.

Um Ídolo em Campo e Fora

Buião, ex-atacante que já estava no Athletico em 1975, relembrou com carinho a recepção calorosa ao zagueiro. “Era um ídolo da gente, a gente sentia muito prazer em conversar com ele, estar ao lado dele, porque onde ele chegava, era o foco do momento, de entrevista, de autógrafo”, contou Buião ao ge. A proximidade entre os jogadores era tanta que Brito, em viagens, frequentemente solicitava a companhia de Buião no quarto de hotel, demonstrando uma relação de amizade e companheirismo.

Altevir, goleiro do Athletico na época, também expressou sua admiração. “O cara era meu ídolo, um dos meus ídolos daquele time de 70. Aí cinco anos depois ver ele na minha zaga, a expectativa quando foi enorme. Um campeão do mundo vir jogar em Curitiba na época era muito difícil”, disse Altevir. Ele destacou a simplicidade e a qualidade do zagueiro, brincando sobre a formalidade ao recebê-lo: “Ele cara muito simples, uma pessoa muito boa, grande zagueiro e craque de bola. E quando ele chegou eu até brinquei: preciso chamar de senhor?”.

Liderança e Preparo Físico Exemplares

Brito não era apenas um nome de peso; ele também se destacava dentro de campo. Conhecido pelo impressionante preparo físico, o zagueiro rapidamente assumiu um papel de liderança nos treinamentos do Athletico. “Ele era muito bom tecnicamente, um zagueiro que não era de bater muito, marcava duro mas sabia jogar. Na parte física ele estava bem acima da maioria dos jogadores”, comentou Altevir.

Buião complementou, ressaltando a dedicação de Brito: “Ele realmente levava muito a sério, tanto é que ele puxava a fila. E sempre tem aqueles preguiçosos, igual eu mesmo, eu ficava lá atrás (risos). Ele puxava a frente e gritava com todo mundo. Era uma liderança muito forte dentro do plantel”.

O Confronto no Botafogo

Antes de chegar ao Athletico, Brito integrou um estrelado Botafogo na década de 1970, ao lado de nomes como Jairzinho e Carlos Alberto Torres. Foi durante o Campeonato Carioca de 1971 que Brito e Buião, então no Flamengo, se cruzaram em campo. Na ocasião, Buião marcou os dois gols da vitória rubro-negra sobre o Botafogo, um resultado que custou o título carioca para o Alvinegro. “Antes de começar o jogo nós conversamos rapidamente, e nessa partida eu marquei dois gols. Acabou o jogo ele falou: ‘pô, você me sacaneou'”, relembrou Buião, com bom humor.

Um Término Prematuro

A passagem de Brito pelo Athletico foi breve, durando apenas dois meses e 20 jogos entre março e junho de 1975. O clube passava por dificuldades financeiras, com salários frequentemente atrasados. No entanto, um episódio específico marcou a saída do zagueiro. Durante uma viagem para União da Vitória, o ônibus da equipe foi apedrejado pela torcida.

“O Brito ficou muito chateado com aquilo, ficou impressionado pelo lado negativo, e aí ele falou: ‘quando eu terminar meu contrato eu vou embora’. Ele tinha proposta, mas esse foi um fato que o encaminhou para sair do clube”, explicou Altevir.

Apesar da curta estadia, Brito deixou uma marca positiva em Curitiba. Sua presença era sinônimo de atenção, com torcedores buscando autógrafos e demonstrações de carinho. A passagem do campeão de 1970 pelo Athletico-PR é lembrada como um período de brilho e admiração, um capítulo especial na história do clube.

Pontos principais
| Aspecto | Detalhe |
|—|—|
| Chegada ao Athletico | 1975, após ser campeão do mundo em 1970 |
| Relação com companheiros | Forte amizade e admiração mútua |
| Destaques em campo | Liderança, preparo físico e técnica apurada |
| Duração da passagem | Dois meses e 20 jogos |
| Motivo da saída | Insatisfação com episódio de violência da torcida |

A história de Brito no Athletico-PR reforça a importância de figuras icônicas no futebol brasileiro e como elas impactam clubes e jogadores por onde passam, mesmo em passagens breves.

Fonte: ge – https://ge.globo.com/pr/futebol/times/athletico-pr/noticia/2026/06/13/era-uma-festa-saiba-como-foi-a-passagem-de-brito-pelo-athletico-depois-de-vencer-a-copa-de-1970.ghtml

Datos clave

Punto Detalle
Fuente ge – Globo Esporte
Fecha 2026-06-13T07:01:02+00:00
Tema "Era uma festa": saiba como foi a passagem de Brito pelo Athletico depois de vencer a Copa de 1970

Fonte

ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-06-13T07:01:02+00:00