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Vasco paga caro por erro bobo e inicia sequência decisiva nas Copas ainda no Z-4

O empate com o Mirassol, em São Januário, escancara os mesmos problemas de sempre: erros individuais na defesa, desperdício no ataque e a sensação de looping que ronda o clube carioca. Agora, o time enfrenta Independiente Medellín e Fluminense em mata-matas, sem ter saído da zona de rebaixamento.

Notícias Publicado 26 julho 2026 5 min de leitura Rafael Costa
Jogadores do Vasco da Gama saem de campo decepcionados após o apito final do empate em 1 a 1 contra o Mirassol, em São Januário, pela 20ª rodada do Brasileirão 2026
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O Vasco da Gama desperdiçou a chance de deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão antes de uma sequência que pode definir sua temporada. No empate em 1 a 1 com o Mirassol, no último sábado (25), em São Januário, o time de Pedro Emanuel repetiu um roteiro já conhecido pelo torcedor: controle da partida, criação de chances e um erro defensivo bobo que custou caro. Agora, o clube inicia os mata-matas da Copa Sul-Americana (contra o Independiente Medellín) e da Copa do Brasil (contra o Fluminense) ainda na zona de rebaixamento, o que acende o alerta máximo dentro e fora de campo.

Pontos principais

Aspecto Detalhe
Resultado Vasco 1 x 1 Mirassol, 20ª rodada do Brasileirão 2026
Erro crucial Gol de Igor Formiga aos 30 min do 1º tempo, após falha coletiva na defesa em cobrança de escanteio
Sequência decisiva Mata-mata da Sul-Americana (Medellín) e Copa do Brasil (Fluminense) nos próximos dias
Problema crônico Time entrega gols em lances improváveis e desperdiça chances no ataque; reformulação de elenco segue incompleta desde o retorno à Série A

O gol que ninguém esperava (mas todo mundo já viu)

Aos 30 minutos do primeiro tempo, nada indicava que o Mirassol abriria o placar. O Vasco controlava a posse de bola e as finalizações, mas um escanteio despretensioso desmontou a organização defensiva. Reinaldo cobrou mal, e a bola poderia ter sido cortada por Cuiabano, Barros ou Puma Rodríguez. Nenhum deles conseguiu, e Igor Formiga, livre, só teve o trabalho de empurrar para as redes.

O lance foi o terceiro jogo seguido em que o adversário do Vasco não precisou fazer força para marcar. Contra o Vitória e o Independiente Medellín, o roteiro foi o mesmo: um erro defensivo evitável, um gol sofrido e a necessidade de correr atrás do resultado. A sensação, descrita por setores da imprensa e pela torcida, é de que o time repete os mesmos episódios sob diferentes treinadores — Fernando Diniz, Renato Gaúcho e agora Pedro Emanuel.

As tentativas de mudança e o mesmo resultado

Pedro Emanuel optou por uma alteração tática no meio-campo. Saiu Nuno Moreira, e entrou Ramon Rique, formando um setor mais preenchido com três volantes. A ideia era dar mais solidez, mas a falha individual na defesa comprometeu o plano. Além disso, o Vasco sentiu os desfalques de Brenner e Thiago Mendes, ambos com gastroenterite, e teve atuações individuais abaixo da média.

O lateral Barros está longe do nível que apresentou em 2025. Adson voltou mal da pausa da Copa. A dupla de laterais, essencial no esquema, errou na conclusão das jogadas. Spinelli, que substituiu Brenner, teve um dia em que errou praticamente tudo que tentou no ataque.

Pontos principais

Jogador Situação
Cuiabano Vem de uma sequência de atuações ruins, longe do nível que já mostrou
Barros Não repete o bom momento de 2025 e compromete a saída de bola
Spinelli Substituiu Brenner, mas errou todas as finalizações e jogadas no ataque
Adson Voltou mal da pausa e perdeu espaço no time

A reação que não foi suficiente

As mexidas de Pedro Emanuel no segundo tempo melhoraram o time. Adson e Tchê Tchê deram lugar a Nuno e David. Jair entrou para dar mais serenidade ao meio-campo, que caiu com o cansaço de Ramon Rique. A principal mudança foi o deslocamento de Andrés Gómez da esquerda para a direita. O colombiano acertou um golaço de fora da área para empatar e foi o destaque da partida.

Depois do empate, o Vasco teve chances para virar, mas não aproveitou. A falta de pontaria e as escolhas erradas no ataque impediram a reação completa. O time precisa de muito volume de jogo para marcar um único gol, o que expõe uma fragilidade ofensiva que já dura meses.

O looping que não acaba e a sequência de finais

Desde que voltou à Série A, o Vasco repete as mesmas carências: um zagueiro, um volante, um ponta e um centroavante. Os reforços contratados não solucionaram os problemas, e o torcedor vive a sensação de ver os mesmos erros em todos os jogos, independentemente do técnico ou dos jogadores em campo.

Agora, o clube enfrenta uma sequência de três finais. Pela Sul-Americana, o confronto contra o Independiente Medellín é decisivo para a classificação. Pela Copa do Brasil, o clássico contra o Fluminense vale vaga nas quartas de final. E, no Brasileirão, ainda restam 18 jogos para tentar escapar do rebaixamento.

O elenco precisa entender o senso de urgência. A prioridade é sair do Z-4, mas as competições de mata-mata não podem ser tratadas como secundárias. Cada jogo é uma chance de mudar o rumo da temporada — ou de enterrar de vez as esperanças do torcedor.

O que esperar dos próximos dias

Os jogos contra Medellín e Fluminense vão testar a capacidade do Vasco de reagir sob pressão. O time mostra que sabe criar situações de gol, mas não consegue evitar erros defensivos que custam pontos. Se o padrão se repetir, a temporada pode terminar mais cedo do que o planejado.

Fonte: ge — Globo Esporte (https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/07/26/analise-vasco-paga-caro-por-mais-um-erro-bobo-e-inicia-sequencia-decisiva-nas-copas-no-z-4.ghtml)

Fonte

ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-07-26T06:00:08+00:00