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A gestão de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil está entrando em uma nova fase. Após uma primeira leva de clubes que buscaram a

A gestão de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil está entrando em uma nova fase. Após uma primeira leva de clubes que buscaram a

Notícias Publicado 17 julho 2026 4 min de leitura Rafael Costa
Jogadores da Ponte Preta em treinamento, simbolizando a possibilidade de transformação em SAF.
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A gestão de Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil está entrando em uma nova fase. Após uma primeira leva de clubes que buscaram a transformação motivados principalmente pela necessidade financeira e pela resolução de dívidas, uma nova onda de SAFs surge com objetivos distintos. Agora, o desespero financeiro cede espaço para uma abordagem mais estratégica e cautelosa, impulsionada, em grande parte, pelas novas regras tributárias que entrarão em vigor e pela busca por eficiência fiscal.

A mudança de paradigma é notável. Se antes o foco era a sobrevivência e a saneamento de contas, a nova geração de SAFs visa otimizar a gestão e garantir a sustentabilidade a longo prazo, aproveitando os benefícios fiscais proporcionados pela nova lei. Clubes como Guarani e Ponte Preta, rivais em Campinas, são mencionados como possíveis aderentes a essa nova onda, enquanto o Juventus já colhe frutos de sua recente transformação, retornando à elite do Paulistão após uma operação de R$ 480 milhões.

Pontos principais
| Aspecto | Descrição |
|—|—|
| Nova Onda de SAFs | Clubes mais cautelosos, com objetivos que vão além do desespero financeiro. |
| Impulso Tributário | Mudanças na legislação fiscal a partir de 2027 podem reduzir impostos de 16% para 5% ao se tornar SAF. |
| Maturidade Jurídica | Processos de transformação mais complexos, com contratos mais robustos e proteção à identidade do clube. |
| Fair Play Financeiro | Novas regras da CBF influenciam as negociações e a gestão das SAFs. |

O Impacto da Reforma Tributária

Um dos principais motores por trás dessa nova abordagem é a reforma tributária, que prevê um aumento significativo na carga tributária para modelos associativos tradicionais a partir de 2027. Com a nova lei, os impostos podem saltar para cerca de 16% sobre o faturamento total, enquanto clubes que se tornarem SAFs poderão ter essa alíquota reduzida para 5%. Essa diferença substancial torna a migração para o formato empresarial uma estratégia de sobrevivência fiscal para muitos.

Cristiano Caús, advogado especialista em direito desportivo e sócio do CCLA Advogados, ressalta que o modelo associativo tradicional está com os dias contados. “A reforma tributária vai desencadear uma nova onda de migrações focada estritamente na eficiência fiscal”, afirma Caús, destacando que a busca por sobrevivência tributária se tornará um fator crucial.

Da Urgência à Maturidade Jurídica

As primeiras SAFs, como as de Cruzeiro (Ronaldo), Botafogo (John Textor) e Vasco da Gama (777 Partners), foram marcadas por uma urgência em solucionar problemas financeiros. Essa pressa, por vezes, resultou em contratos com brechas regulatórias, cujos efeitos negativos alguns clubes agora enfrentam.

Em contrapartida, processos mais recentes, como os de Bahia e Atlético Mineiro, demonstraram um caráter mais profissional e negociações mais longas e complexas. A nova onda de SAFs consolida uma era de maior maturidade jurídica e exigência técnica, com clubes buscando blindar sua identidade através de modelos híbridos ou minoritários, rejeitando a venda integral e imediata do controle.

O que isso significa para os torcedores?

Para os torcedores e para o ecossistema do futebol brasileiro, essa evolução representa um passo em direção a uma gestão mais profissionalizada e sustentável. A cautela na formação das SAFs sugere um planejamento mais sólido, visando não apenas a saúde financeira, mas também a preservação da história e da identidade dos clubes. A adoção de regras mais rigorosas de Fair Play Financeiro pela CBF também contribui para um cenário mais equilibrado e transparente.

A tendência é que os clubes que optarem pela transformação em SAF agora o façam com uma visão de longo prazo, buscando parceiros estratégicos e modelos de governança que garantam a estabilidade institucional e esportiva. A fase do “desespero” parece ter ficado para trás, abrindo caminho para uma gestão mais moderna e eficiente no futebol nacional.

Fonte: Jogada10 – https://jogada10.com.br/a-nova-onda-das-safs-por-que-os-clubes-brasileiros-estao-mais-cautelosos/

Datos clave

Punto Detalle
Fuente Jogada10
Fecha 2026-07-17T03:08:36+00:00
Tema A nova onda das SAFs: por que os clubes brasileiros estão mais cautelosos?

Fonte

Jogada10 Publicação original: 2026-07-17T03:08:36+00:00