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Renato Gaúcho não é mais técnico do Vasco; veja os bastidores da demissão

Declarações polêmicas, métodos de trabalho questionados e desgaste com o elenco levaram à saída do treinador após menos de seis meses no comando do Cruzmaltino.

Notícias Publicado 19 junho 2026 5 min de leitura Rafael Costa
Técnico Renato Gaúcho em uma coletiva de imprensa do Vasco.
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Renato Gaúcho não é mais o técnico do Vasco da Gama. A decisão, comunicada nesta sexta-feira (19 de junho de 2026), encerra um ciclo de pouco mais de cinco meses do treinador no comando do Cruzmaltino. A saída ocorre em um momento delicado para o clube, que se prepara para a retomada do calendário de jogos e busca se afastar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

A pressão sobre o cargo de Renato Gaúcho aumentou nas últimas semanas devido a uma série de fatores que culminaram em um desgaste significativo com o elenco e a diretoria. O relacionamento conturbado com os jogadores, declarações controversas e métodos de trabalho distintos dos esperados foram os principais pontos que minaram a permanência do técnico em São Januário.

Declarações que incomodaram o elenco

Um dos episódios que mais gerou desconforto no vestiário ocorreu quando Renato Gaúcho, ao ser questionado sobre a má fase do atacante colombiano Marino Hinestroza, afirmou que jogadores nascidos na Colômbia e no Equador enfrentavam dificuldades de adaptação ao futebol brasileiro. A declaração, que repercutiu negativamente não apenas entre os jogadores sul-americanos do Vasco — Marino, Andrés Gómez, Cuesta e Rojas —, mas também entre o restante do grupo, que mantinha uma boa relação com o quarteto, expôs uma falha na comunicação e na sensibilidade do treinador.

Além disso, posicionamentos do técnico em entrevistas coletivas também causaram incômodo. Renato Gaúcho constantemente demonstrava insatisfação com o elenco disponível, pedindo reforços e ressaltando o início ruim da equipe no Campeonato Brasileiro antes de sua chegada. Em uma ocasião, após a derrota para o Corinthians, o treinador se isentou de responsabilidade pelo resultado, declarando que já havia feito o que podia e que, por não poder entrar em campo, não tinha como mudar o placar.

Comportamento em momentos de pressão

A forma como Renato Gaúcho lidou com situações de pressão também foi motivo de crítica. Durante a derrota para o Bragantino, o treinador fez um gesto de interrogação para a torcida que o xingava e, posteriormente, um sinal de positivo ao ser novamente hostilizado ao se dirigir ao vestiário. Esses comportamentos, somados a um momento de “cabeça quente” após a partida, levaram Renato a colocar o cargo à disposição, embora o clube tenha optado por não realizar a coletiva de imprensa após o jogo, com apenas o diretor Admar Lopes e o capitão Thiago Mendes se manifestando.

Comparação com Fernando Diniz

As comparações com o trabalho de Fernando Diniz, antecessor de Renato Gaúcho, foram inevitáveis. Enquanto Diniz era elogiado por blindar o elenco e assumir responsabilidades em momentos de turbulência, a gestão de Renato Gaúcho era vista pela diretoria como mais expositiva para os jogadores, devido às declarações em coletivas e aos comportamentos à beira do gramado.

Métodos de trabalho distintos

Os métodos de treinamento de Renato Gaúcho também foram alvo de questionamentos. Diferentemente da abordagem detalhista e tática de Fernando Diniz, os treinos de Renato foram percebidos como excessivamente simples, focados em conversas individuais e atividades genéricas com bola, o que gerou estranhamento tanto entre os jogadores quanto na direção.

Perda do grupo e cenário futuro

A avaliação interna de pessoas próximas ao dia a dia do CT Moacyr Barbosa é que Renato Gaúcho “perdeu parte do grupo”. Apenas alguns jogadores, como Thiago Mendes e Hugo Moura, mantiveram uma relação de maior proximidade com o treinador. A sensação de que o trabalho não seria duradouro já pairava há alguns meses, com o próprio Renato Gaúcho demonstrando certa resistência em aceitar o projeto do Vasco inicialmente.

O Vasco agora foca na busca por um novo comandante para a retomada do futebol de clubes, que ocorrerá em quatro semanas. O clube ocupa a 17ª posição no Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento, e tem compromissos importantes pela frente, incluindo a fase de playoffs da Sul-Americana contra o Independiente Medellín e confrontos pelo Brasileirão.

Pontos principais
| Aspecto | Detalhe |
|—|—|
| Motivo principal da demissão | Desgaste com elenco, declarações polêmicas e métodos de trabalho. |
| Declaração controversa | Comentário sobre adaptação de jogadores sul-americanos ao futebol brasileiro. |
| Comportamento em momentos de pressão | Gestos à torcida e colocação do cargo à disposição. |
| Comparação com antecessor | Diniz blindava o elenco; Renato expunha jogadores. |
| Cenário futuro | Busca por novo técnico para a retomada do calendário e luta contra o rebaixamento. |

A demissão de Renato Gaúcho representa um novo capítulo na instável temporada do Vasco, que busca reencontrar o caminho das vitórias e afastar as incertezas. A escolha do próximo treinador será crucial para definir os rumos do clube nas competições restantes.

Fonte: ge – Globo Esporte (https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/06/19/bastidores-declaracoes-exposicao-do-grupo-e-metodos-minaram-renato-gaucho-com-elenco-do-vasco.ghtml)

Datos clave

Punto Detalle
Fuente ge – Globo Esporte
Fecha 2026-06-19T04:20:47+00:00
Tema Bastidores: declarações, exposição do grupo e métodos minaram Renato Gaúcho com elenco do Vasco

Fonte

ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-06-19T04:20:47+00:00