Imprensa argentina e jogadores do Boca Juniors criticam arbitragem em empate com o Cruzeiro na Libertadores
A imprensa argentina e jogadores do Boca Juniors expressaram forte descontentamento com a arbitragem de Jesús Valenzuela e o uso do VAR no empate por 1 a 1 contra o Cruzeiro, em jogo válido pela Conmebol Libertadores. As reclamações giram em torno de gols anulados e um possível pênalti não marcado.


A partida entre Boca Juniors e Cruzeiro, que terminou em um empate de 1 a 1 pela Conmebol Libertadores, foi marcada por intensa controvérsia em relação à arbitragem. A imprensa argentina e os próprios jogadores do Boca Juniors não pouparam críticas ao árbitro venezuelano Jesús Valenzuela e à atuação do VAR, especialmente em três lances cruciais envolvendo toques na mão. O descontentamento se intensificou após um gol anulado do Boca e um possível pênalti não assinalado nos minutos finais do confronto.
A repercussão na Argentina foi imediata e enfática, com veículos como o Olé e o Clarín destacando a insatisfação com as decisões que, segundo eles, prejudicaram o time xeneize. As queixas não são novas, já que Valenzuela já havia sido alvo de reclamações do Boca Juniors em uma partida anterior pela Sul-Americana de 2024. A escolha do árbitro para este confronto já havia gerado apreensão, dada a histórica rivalidade e a tensão entre as equipes.
Lances Polêmicos e a Atuação do VAR
O primeiro ponto de discórdia ocorreu aos 8 minutos do segundo tempo, no gol de empate do Cruzeiro. Após jogada individual de Kaiki, que cruzou para Fagner marcar, o VAR, comandado por Ángel Arteaga, interveio para analisar um toque na mão direita do lateral Kaiki. Apesar da revisão no monitor, Valenzuela validou o gol, gerando a primeira onda de protestos dos jogadores do Boca.
A situação se inverteu aos 44 minutos, quando o Boca Juniors chegou ao que seria seu segundo gol, com Merentiel aproveitando um rebote. Contudo, Valenzuela foi novamente chamado ao monitor e, após análise, invalidou o gol por um toque no braço de Delgado, em disputa com Jonathan. Este lance foi um dos mais questionados pela imprensa argentina, que criticou a falta de clareza na imagem utilizada para a anulação.
O ápice da revolta argentina veio aos 55 minutos (tempo de jogo, não cronológico), em um lance que envolveu Lucas Romero. Após um cruzamento na área, a bola tocou no braço do jogador do Cruzeiro. O árbitro, no entanto, não marcou nada e o VAR permaneceu em silêncio. Este foi o momento de maior indignação, com a imprensa e os jogadores do Boca questionando a inconsistência das decisões, especialmente porque o VAR havia intervindo em outros lances de mão. O lateral Blanco, do Boca, resumiu o sentimento: "As decisões do árbitro foram estranhas. É curioso que ele tenha marcado um gol e não o outro. Para mim, o último lance foi mão na bola, é estranho como eles decidiram".
Críticas da Imprensa Argentina
A imprensa esportiva da Argentina não mediu palavras ao criticar a arbitragem. O jornal Olé, um dos mais influentes, publicou uma manchete contundente, afirmando que a vitória do Boca foi "roubada por uma intervenção fantasma do VAR", e que a anulação do gol de Merentiel foi baseada em uma imagem sem a clareza necessária. O Olé também destacou a "inacreditável" não intervenção do VAR no lance de Romero, contrastando com as outras duas situações controversas.
O Clarín também ecoou as críticas, focando no possível pênalti não marcado no lance final. O jornal apontou que o toque de mão de Lucas "Perro" Romero na área foi visível, mas ignorado por Valenzuela e que o VAR, através de Ángel Arteaga, considerou desnecessária a chamada ao árbitro principal. Essa disparidade de tratamento entre os lances foi um dos principais pontos de questionamento.
Histórico e Contexto da Arbitragem
A escolha de Jesús Valenzuela para apitar a partida já havia levantado sobrancelhas antes mesmo do jogo. A imprensa argentina havia repercutido negativamente a designação do venezuelano, lembrando de um empate entre Boca e Fortaleza pela Sul-Americana de 2024, onde os argentinos alegaram dois pênaltis não marcados. Essa bagagem prévia adicionou uma camada de tensão à partida, que era considerada decisiva para o Boca na fase de grupos da Libertadores.
Além dos lances de mão, a arbitragem de vídeo também foi decisiva na expulsão de Gerson, do Cruzeiro, aos 22 minutos do primeiro tempo. Valenzuela, que inicialmente não havia marcado sequer falta, foi chamado ao monitor e retornou com a decisão de aplicar o cartão vermelho direto após uma entrada em Paredes. Este lance, embora menos controverso que os envolvendo toques de mão, também contribuiu para o clima de alta tensão e discussões em torno das decisões arbitrais.
A partida de ida entre Cruzeiro e Boca, no Mineirão, também foi marcada por controvérsias, incluindo a expulsão de Bareiro e um princípio de confusão, o que já prenunciava um confronto de volta acalorado. A arbitragem, portanto, tornou-se um dos principais temas de debate após o empate na Bombonera, com os argentinos sentindo-se prejudicados pelas decisões que consideraram inconsistentes e, em alguns momentos, inexplicáveis.
Dados chave
- Competição: Conmebol Libertadores
- Resultado: 1 x 1
- Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela)
- VAR: Ángel Arteaga (Venezuela)
Este cenário de reclamações e questionamentos sobre a arbitragem é de grande importância para os leitores do OnlineSportswear, especialmente aqueles interessados em Futebol Brasileiro e Futebol Internacional. A atuação do VAR e as decisões dos árbitros são temas recorrentes no debate esportivo, e a maneira como afetam o resultado de jogos cruciais da Libertadores impacta diretamente a trajetória dos clubes e a percepção da justiça esportiva. Entender as nuances dessas polêmicas é fundamental para acompanhar o desenvolvimento das competições e as discussões subsequentes sobre a tecnologia no futebol.
Fuente: ge – Globo Esporte – https://ge.globo.com/futebol/times/cruzeiro/noticia/2026/05/20/imprensa-argentina-e-jogadores-do-boca-reclamam-de-arbitragem-contra-o-cruzeiro-var-fantasma.ghtml
Fonte
ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-05-20T03:41:55+00:00
Mariana Alves
Cobre vôlei, tênis, basquete, lutas, ciclo olímpico e esporte feminino.
