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Flamengo é eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis após dois jogos sem criatividade na Libertadores 2026

O Rubro-Negro não acertou um chute no gol em 47 minutos de jogo no Maracanã, mesmo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, e viu Muslera brilhar nas penalidades.

Notícias Publicado 23 outubro 2026 5 min de leitura Mariana Alves
Jogadores do Estudiantes comemoram a classificação para a final da Libertadores 2026 após vencerem o Flamengo nos pênaltis no Maracanã
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A superioridade técnica do Flamengo sobre o Estudiantes era inquestionável no papel, mas em pouco mais de 180 minutos de semifinal da Libertadores 2026 isso não foi suficiente. O Rubro-Negro foi eliminado nas penalidades por 4 a 2, após dois empates sem gols, e viu o goleiro uruguaio Muslera brilhar ao defender três cobranças.

O 0 a 0 persistente reflete exatamente o que foi o time carioca nesta série eliminatória. Se não chutou sequer uma bola no gol no jogo de ida, em La Plata, repetiu a baixa produção ofensiva diante de mais de 70 mil torcedores no Maracanã. Mesmo com um jogador a mais durante 45 minutos, o Flamengo ficou longe da equipe envolvente que costuma ser. Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique desperdiçaram suas penalidades.

Pontos principais Detalhes
Placar agregado 0 a 0 no tempo normal e prorrogação; Estudiantes venceu nos pênaltis por 4 a 2
Desempenho ofensivo do Flamengo Nenhuma finalização no gol nos dois jogos da semifinal
Destaque da partida Muslera defendeu três cobranças de pênalti (Paquetá, Jorginho, Bruno Henrique)
Expulsão decisiva Baltasar Rodriguez recebeu segundo cartão amarelo aos 6 min do 2º tempo

O jogo no Maracanã: um início surpreendente

Os primeiros minutos no Maracanã foram totalmente diferentes do esperado pela maioria. O Estudiantes não esperou o Flamengo tomar a iniciativa. Pelo contrário, foi agressivo ao vencer as segundas bolas que sucediam as ligações diretas que fazia e acelerou em boas combinações que geraram problemas para a defesa rubro-negra.

O time brasileiro não tinha compactação entre meio e ataque para vencer os duelos. Após um primeiro passe longo dos argentinos, a zaga do Flamengo rebatia, mas a bola caía em um setor onde Piovi, Baltasar Rodriguez e Alexis Castro dominavam. Lucas Paquetá e Pedro demoravam a recompactar, enquanto Carrascal e Samuel Lino também falhavam na recomposição.

Com a bola no campo de ataque, a ordem do Estudiantes era acelerar em jogadas pelos flancos para buscar Carrillo ou Correa na área. A zaga carioca rechaçou, mas quase sucumbiu ao volume dos argentinos. Rossi precisou fazer duas boas defesas em finalizações de Marcos Rojo e Baltasar Rodriguez. Na segunda, a bola pegou na trave. Na primeira, Alex Sandro salvou dentro da pequena área.

Pedro se destaca em meio ao apagão coletivo

O centroavante Pedro foi o único a se destacar em meio ao desempenho ruim tecnicamente de seus companheiros de sistema ofensivo. Depois dos 20 minutos, o Flamengo conseguiu corrigir o problema de compactação e começou a trabalhar a bola com mais paciência, mas ainda longe de ter fluência e produção regular de chances.

Pedro recebeu um passe por elevação de Carrascal na área e serviu Emerson Royal de calcanhar, mas o chute do lateral saiu fraco e foi bloqueado por Santiago Núñez. Pouco depois, o artilheiro do Flamengo na temporada invadiu a área ao vencer três marcadores e chutou cruzado, mas Carrascal não alcançou.

Alex Sandro se mostrou uma boa arma pela esquerda na primeira metade do 1º tempo. Baltasar Rodriguez demorava a flutuar para o setor e barrar o apoio do lateral. Emerson Royal foi basicamente anulado pelo trabalho defensivo de Tobio Burgos. Samuel Lino flutuava a partir do lado esquerdo, mas esbanjava imprecisão. Carrascal parecia desligado e Paquetá tinha oscilações.

Segunda etapa e a expulsão que não mudou o jogo

O 2º tempo começou mais parecido com o que se esperava. O Flamengo circulou a bola com maior efetividade no campo de ataque e retomou a posse com velocidade. Lucas Paquetá e Samuel Lino aumentaram o índice de acerto e, em menos de cinco minutos, isso fez efeito.

Baltasar Rodriguez recebeu o segundo cartão amarelo ao puxar Samuel Lino pela camisa e foi corretamente expulso. Lucas Paquetá assustou em cobrança de falta bem defendida por Muslera. O duelo virou um ataque contra defesa. O Estudiantes não conseguia mais segurar a bola.

Arrascaeta entrou pouco antes dos 20 minutos no lugar de Carrascal, mas nem isso serviu para aumentar as soluções ofensivas. O Flamengo tinha a bola no ataque, mas não criava nada. Não ocupava a área corretamente para aproveitar os cruzamentos e nem fazia combinações para entrar por baixo na competente defesa argentina.

Substituições tardias e a noite de Muslera

Leonardo Jardim demorou a sacar jogadores como Samuel Lino e Alex Sandro, nitidamente desgastados. Bruno Henrique e Ayrton Lucas entraram, assim como Plata. Paquetá foi recuado para jogar de volante e, no seu primeiro lance na nova função, deixou Plata na cara do gol. O equatoriano atacou a área e cabeceou em cima de Muslera.

Nas penalidades, Muslera se tornou o homem da noite ao pegar as cobranças de Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique. Léo Pereira e Arrascaeta converteram. Pelo lado argentino, José Sosa, Mancuso e Tiago Palácios superaram Rossi. Cetré protagonizou duas batidas bizarras: na primeira escorregou e tocou duas vezes na bola; na segunda, isolou na arquibancada.

Para o torcedor do Flamengo, fica a sensação de que a falta de criatividade nos dois jogos custou uma vaga na final. O time agora precisa se reorganizar para o restante da temporada, enquanto o Estudiantes aguarda o vencedor de Palmeiras e River Plate para conhecer seu adversário na decisão.

Fonte: ge – Globo Esporte (https://ge.globo.com/blogs/blog-do-rodrigo-coutinho/post/2026/10/22/flamengo-e-justamente-punido-por-sua-baixissima-criatividade-no-confronto.ghtml)

Fonte

ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-10-23T02:51:31+00:00