Flamengo é eliminado pelo Estudiantes nos pênaltis após dois jogos sem criatividade na Libertadores 2026
O Rubro-Negro não acertou um chute no gol em 47 minutos de jogo no Maracanã, mesmo com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, e viu Muslera brilhar nas penalidades.


A superioridade técnica do Flamengo sobre o Estudiantes era inquestionável no papel, mas em pouco mais de 180 minutos de semifinal da Libertadores 2026 isso não foi suficiente. O Rubro-Negro foi eliminado nas penalidades por 4 a 2, após dois empates sem gols, e viu o goleiro uruguaio Muslera brilhar ao defender três cobranças.
O 0 a 0 persistente reflete exatamente o que foi o time carioca nesta série eliminatória. Se não chutou sequer uma bola no gol no jogo de ida, em La Plata, repetiu a baixa produção ofensiva diante de mais de 70 mil torcedores no Maracanã. Mesmo com um jogador a mais durante 45 minutos, o Flamengo ficou longe da equipe envolvente que costuma ser. Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique desperdiçaram suas penalidades.
| Pontos principais | Detalhes |
|---|---|
| Placar agregado | 0 a 0 no tempo normal e prorrogação; Estudiantes venceu nos pênaltis por 4 a 2 |
| Desempenho ofensivo do Flamengo | Nenhuma finalização no gol nos dois jogos da semifinal |
| Destaque da partida | Muslera defendeu três cobranças de pênalti (Paquetá, Jorginho, Bruno Henrique) |
| Expulsão decisiva | Baltasar Rodriguez recebeu segundo cartão amarelo aos 6 min do 2º tempo |
O jogo no Maracanã: um início surpreendente
Os primeiros minutos no Maracanã foram totalmente diferentes do esperado pela maioria. O Estudiantes não esperou o Flamengo tomar a iniciativa. Pelo contrário, foi agressivo ao vencer as segundas bolas que sucediam as ligações diretas que fazia e acelerou em boas combinações que geraram problemas para a defesa rubro-negra.
O time brasileiro não tinha compactação entre meio e ataque para vencer os duelos. Após um primeiro passe longo dos argentinos, a zaga do Flamengo rebatia, mas a bola caía em um setor onde Piovi, Baltasar Rodriguez e Alexis Castro dominavam. Lucas Paquetá e Pedro demoravam a recompactar, enquanto Carrascal e Samuel Lino também falhavam na recomposição.
Com a bola no campo de ataque, a ordem do Estudiantes era acelerar em jogadas pelos flancos para buscar Carrillo ou Correa na área. A zaga carioca rechaçou, mas quase sucumbiu ao volume dos argentinos. Rossi precisou fazer duas boas defesas em finalizações de Marcos Rojo e Baltasar Rodriguez. Na segunda, a bola pegou na trave. Na primeira, Alex Sandro salvou dentro da pequena área.
Pedro se destaca em meio ao apagão coletivo
O centroavante Pedro foi o único a se destacar em meio ao desempenho ruim tecnicamente de seus companheiros de sistema ofensivo. Depois dos 20 minutos, o Flamengo conseguiu corrigir o problema de compactação e começou a trabalhar a bola com mais paciência, mas ainda longe de ter fluência e produção regular de chances.
Pedro recebeu um passe por elevação de Carrascal na área e serviu Emerson Royal de calcanhar, mas o chute do lateral saiu fraco e foi bloqueado por Santiago Núñez. Pouco depois, o artilheiro do Flamengo na temporada invadiu a área ao vencer três marcadores e chutou cruzado, mas Carrascal não alcançou.
Alex Sandro se mostrou uma boa arma pela esquerda na primeira metade do 1º tempo. Baltasar Rodriguez demorava a flutuar para o setor e barrar o apoio do lateral. Emerson Royal foi basicamente anulado pelo trabalho defensivo de Tobio Burgos. Samuel Lino flutuava a partir do lado esquerdo, mas esbanjava imprecisão. Carrascal parecia desligado e Paquetá tinha oscilações.
Segunda etapa e a expulsão que não mudou o jogo
O 2º tempo começou mais parecido com o que se esperava. O Flamengo circulou a bola com maior efetividade no campo de ataque e retomou a posse com velocidade. Lucas Paquetá e Samuel Lino aumentaram o índice de acerto e, em menos de cinco minutos, isso fez efeito.
Baltasar Rodriguez recebeu o segundo cartão amarelo ao puxar Samuel Lino pela camisa e foi corretamente expulso. Lucas Paquetá assustou em cobrança de falta bem defendida por Muslera. O duelo virou um ataque contra defesa. O Estudiantes não conseguia mais segurar a bola.
Arrascaeta entrou pouco antes dos 20 minutos no lugar de Carrascal, mas nem isso serviu para aumentar as soluções ofensivas. O Flamengo tinha a bola no ataque, mas não criava nada. Não ocupava a área corretamente para aproveitar os cruzamentos e nem fazia combinações para entrar por baixo na competente defesa argentina.
Substituições tardias e a noite de Muslera
Leonardo Jardim demorou a sacar jogadores como Samuel Lino e Alex Sandro, nitidamente desgastados. Bruno Henrique e Ayrton Lucas entraram, assim como Plata. Paquetá foi recuado para jogar de volante e, no seu primeiro lance na nova função, deixou Plata na cara do gol. O equatoriano atacou a área e cabeceou em cima de Muslera.
Nas penalidades, Muslera se tornou o homem da noite ao pegar as cobranças de Paquetá, Jorginho e Bruno Henrique. Léo Pereira e Arrascaeta converteram. Pelo lado argentino, José Sosa, Mancuso e Tiago Palácios superaram Rossi. Cetré protagonizou duas batidas bizarras: na primeira escorregou e tocou duas vezes na bola; na segunda, isolou na arquibancada.
Para o torcedor do Flamengo, fica a sensação de que a falta de criatividade nos dois jogos custou uma vaga na final. O time agora precisa se reorganizar para o restante da temporada, enquanto o Estudiantes aguarda o vencedor de Palmeiras e River Plate para conhecer seu adversário na decisão.
Fonte: ge – Globo Esporte (https://ge.globo.com/blogs/blog-do-rodrigo-coutinho/post/2026/10/22/flamengo-e-justamente-punido-por-sua-baixissima-criatividade-no-confronto.ghtml)
Fonte
ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-10-23T02:51:31+00:00
Mariana Alves
Cobre vôlei, tênis, basquete, lutas, ciclo olímpico e esporte feminino.
