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Brasil conquista 16 medalhas no segundo dia do Grand Prix de Cali 2026

Seleção paralímpica brasileira soma cinco ouros, sete pratas e quatro bronzes na sexta-feira (18) e chega a 29 pódios na competição colombiana.

Notícias Publicado 20 setembro 2026 3 min de leitura Camila Rocha
Atletas da seleção brasileira de atletismo paralímpico no pódio do Grand Prix de Cali 2026, na Colômbia
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A seleção brasileira de atletismo paralímpico encerrou o segundo dia do Grand Prix de Cali, na Colômbia, com mais 16 medalhas. Nesta sexta-feira (18), o Brasil conquistou cinco ouros, sete pratas e quatro bronzes, elevando o total da competição para 29 pódios — 13 ouros, nove pratas e sete bronzes somados aos 13 do primeiro dia.

O desempenho mantém o país entre as principais forças da competição, que reúne atletas de diversas nacionalidades em provas de pista e campo. A delegação brasileira tem aproveitado o evento como preparação para o ciclo paralímpico de Los Angeles 2028.

Pontos principais

Atleta Prova Classe Medalha
Kassia de Souza 400m T54 (cadeirantes) Ouro
Hentony Carvalho 400m T38 (paralisia cerebral) Ouro
Yuri Donadelli 400m T72 (petra) Ouro
Ana Carolina de Souza 400m T37 (paralisia cerebral) Ouro

Destaques individuais

Kassia de Souza conquistou o segundo ouro no Grand Prix ao vencer os 400m da classe T54, para cadeirantes, com o tempo de 58s45. A colombiana Enith Álvarez ficou em segundo (1min00s49) e a chilena Geraldine Manriquez completou o pódio (1min16s97).

Hentony Carvalho foi campeão nos 400m da classe T38, destinada a atletas com paralisia cerebral, com 48s04. A marca ficou a apenas quatro centésimos do recorde mundial de Jaydin Blackwell (48s), dos Estados Unidos, registrado em Nova Délhi em outubro de 2025. O colombiano Juan Manuel Martínez foi segundo (53s64) e Jonathan Antonio Ramos, de Porto Rico, terceiro (58s94).

Yuri Donadelli venceu os 400m da classe T72, para atletas da petra (deficiência que afeta a marcha e o equilíbrio), com 1min02s51. Ele também foi prata no arremesso de peso da classe F33, somando três pódios em dois dias de competição.

Emanuelly Soto, também na classe T72, foi campeã dos 400m com 1min22s, após vencer os 100m na estreia. Ana Carolina de Souza levou o ouro nos 400m da classe T37 (paralisia cerebral), com 1min14s54, à frente de Sophia Orozco (Costa Rica) e Maria Quiñonez (México).

Atletas com múltiplos pódios

Dois brasileiros subiram ao pódio duas vezes nesta sexta. Geovana Fanton foi prata no salto em distância e bronze nos 400m da classe T37. Já João Vithor Diamantina ficou com a prata no lançamento de disco e o bronze no arremesso de peso da classe F37, dividindo o pódio do disco com André Luiz Mathias, que levou o bronze.

Outros resultados

Isadora de Oliveira repetiu a segunda colocação do primeiro dia, agora nos 400m da classe T11 (cegos). Na classe T20 (deficiência intelectual), Alanny da Silva foi vice-campeã nos 400m. Jonas Rodrigues, que havia conquistado bronze nos 100m da classe T36, garantiu mais uma prata nos 400m. Ryan Pablo de Oliveira foi prata no salto em distância da classe T37. Pedro Leão, em estreia no Grand Prix, conquistou o bronze no arremesso de peso da classe F35.

O que o resultado significa para o ciclo paralímpico

O Grand Prix de Cali serve como etapa de preparação e avaliação para atletas que miram os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. O alto número de medalhas, especialmente com marcas próximas a recordes mundiais — como o caso de Hentony Carvalho —, indica que a seleção brasileira mantém competitividade internacional. A competição também permite que atletas mais jovens, como Pedro Leão, ganhem experiência em torneios fora do país.

Fonte: Olimpíada Todo Dia — https://www.olimpiadatododia.com.br/atletismo/765146-brasil-conquista-16-medalhas-grand-prix-cali/

Fonte

Olimpiada Todo Dia Publicação original: 2026-09-19T02:51:44+00:00