Bélgica surpreende com atuação tática impecável contra os Estados Unidos
Red Devils demonstram evolução tática e coletiva sob o comando de Rudi Garcia, superando os EUA com uma performance sólida e estratégica.


A Bélgica apresentou uma das suas melhores atuações em Copas do Mundo desde 2018 na vitória expressiva por 4 a 1 sobre os Estados Unidos. Longe de ser apenas fruto da polêmica envolvendo Folarin Balogun, a performance da equipe belga foi marcada por uma profunda evolução tática e coletiva, orquestrada pelo técnico Rudi Garcia.
O novo esquema tático
Rudi Garcia surpreendeu ao escalar um meio-campo intenso, formado por Amadou Onana, Nicolas Raskin e Youri Tielemans, preterindo nomes como Kevin De Bruyne e Hans Vanaken. Essa escolha tática foi fundamental para neutralizar o poderio do meio-campo americano, que contava com jogadores como Tyler Adams e Weston McKennie. A competitividade no setor central e a capacidade de vencer duelos e segundas bolas permitiram à Bélgica acionar seus atacantes pelas pontas, Leandro Trossard e Dodi Lukebakio.
Pontos principais
| Aspecto Tático | Detalhe |
|---|---|
| Meio-campo Intenso | Onana, Raskin e Tielemans garantiram competitividade e controle de duelos. |
| Pressão Pontual | Defesa belga pressionava em momentos específicos, anulando os EUA. |
| Força Aérea | Superioridade nas bolas aéreas para quebrar a pressão americana. |
| Adaptação Pós-Lesão | Tielemans recuou para volante, Vanaken assumiu o meio com perfil alto. |
A força física da Bélgica foi um fator decisivo, especialmente nas bolas aéreas, que ajudaram a quebrar a forte pressão imposta pela equipe dos EUA. Jogadores como Onana e Tielemans, com suas estaturas elevadas, dificultaram a saída de bola americana e a busca por profundidade. Mesmo com a saída de Onana por lesão, a equipe soube se ajustar, com Tielemans recuando para a posição de volante e Vanaken, com seu 1,94m, atuando mais próximo de Charles De Ketelaere no meio.
Charles De Ketelaere, o falso nove, foi peça chave na estratégia ofensiva. O jogador da Atalanta não apenas marcou dois gols, mas também participou ativamente da pressão no campo de ataque, forçando erros que resultaram em outros gols. A manutenção de um atacante móvel por dentro, capaz de flutuar e auxiliar o meio-campo, foi uma sacada importante de Garcia.
A defesa belga também merece destaque, especialmente a atuação de Nathan Ngoy. A equipe conseguiu anular um ataque que vinha marcando muitos gols, limitando as finalizações americanas. A estratégia de pressionar em momentos pontuais, em vez de uma pressão constante, permitiu que os jogadores mantivessem o fôlego e estivessem bem posicionados para os contra-ataques.
A performance contra os Estados Unidos foi um salto de qualidade para a Bélgica, que até então era vista como uma equipe “sem sal”. A necessidade de um meio-campo forte e veloz contra a Espanha nas quartas de final será crucial, mas Rudi Garcia já demonstrou ter um plano tático que pode surpreender novamente. A capacidade de adaptação e a força coletiva mostradas contra os americanos dão esperança aos Red Devils para as próximas fases da competição.
Fonte: Trivela – https://trivela.com.br/copa-do-mundo/belgica-no-tatico-eua-balogun/
Fonte
Trivela Publicação original: 2026-07-07T03:55:51+00:00
Mariana Alves
Cobre vôlei, tênis, basquete, lutas, ciclo olímpico e esporte feminino.
