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Vice na VNL: Brasil mostra força mesmo sem titulares e mantém hegemonia no pódio

A seleção feminina de vôlei chegou à final da Liga das Nações desfalcada de três peças-chave e, apesar da derrota para a Turquia, deixou sinais claros de que o ciclo olímpico segue promissor. Análise da campanha.

Notícias Publicado 27 julho 2026 4 min de leitura Mariana Alves
Jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei comemoram um ponto na final da Liga das Nações contra a Turquia, usando uniforme amarelo e azul
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A seleção brasileira feminina de vôlei encerrou a participação na Liga das Nações (VNL) de 2026 com o vice-campeonato, após perder a final para a Turquia por 3 a 1, no último domingo (27). O resultado, embora doloroso, veio acompanhado de uma campanha que surpreendeu pela superação de desfalques importantes e pela afirmação de novas jogadoras.

O Brasil chegou à decisão sem três titulares absolutas: a ponteira Gabi, a central Ju Kudiess e a líbero Nyeme. Mesmo assim, a equipe comandada por José Roberto Guimarães venceu Japão nas quartas e, na semifinal, derrotou a Itália por 3 a 2 — time que ostentava os títulos olímpico, mundial e da própria VNL. A vitória sobre as italianas foi considerada a mais expressiva do Brasil nos últimos dois ciclos.

Pontos principais

Aspecto Detalhe
Campanha Brasil venceu Japão e Itália no mata-mata, mesmo sem três titulares
Desfalques Gabi, Ju Kudiess e Nyeme não jogaram a fase final
Final Turquia venceu por 3 a 1, com 33 pontos de Vargas
Jejum Brasil não conquista um título intercontinental desde 2017

Análise da campanha: copo mais cheio do que vazio

A opinião do jornalista Guilherme Costa, publicada no ge, resume o sentimento geral: o copo está mais cheio do que vazio, mas o líquido tem gosto amargo. A seleção brasileira não sai do pódio nas grandes competições — foram medalhas nas duas últimas Olimpíadas, nos dois últimos Mundiais e nas duas últimas Ligas das Nações. A prata em 2026 mantém a sequência, mas o jejum de títulos intercontinentais completa dez anos em 2027.

Por outro lado, a capacidade de chegar à final com um elenco desfalcado revela a força da base e a maturidade tática do grupo. Roberta, que assumiu a titularidade na distribuição, cresceu durante o torneio. Rosamaria se consolidou como oposta, e Ana Cristina foi a principal referência ofensiva. Ju Bergmann mostrou segurança no passe e no ataque, enquanto as centrais Luzia e Diana formaram um bloqueio consistente. Marcelle se ajustou na defesa.

O que funcionou e o que precisa melhorar

Na semifinal contra a Itália, o Brasil conseguiu impor seu ritmo e explorar as falhas do adversário, mesmo com as italianas completas. A partida foi um teste de fogo e a equipe respondeu bem. Já na final, a Turquia impôs uma estratégia de saque que dificultou a recepção brasileira. O segundo set, vencido pela Turquia por 29 a 27, foi o ponto de virada. A partir do terceiro set, a oposta Vargas, com 33 pontos, tornou-se imbatível.

A análise de Costa aponta que Roberta usou pouco as bolas de meio com Diana e Luzia, o que tornou o ataque mais previsível. Rosamaria, embora seja a melhor oposta disponível, ainda sofre quando recebe muitas bolas em sequência. A tendência de centralizar as jogadas nas ponteiras facilita a marcação adversária.

Impacto para o ciclo olímpico

Apesar da derrota, a VNL de 2026 serviu como laboratório para o ciclo que se aproxima. A afirmação de jovens como Luzia, Diana e Marcelle dá opções para José Roberto Guimarães. A volta de Gabi, Ju Kudiess e Nyeme para as próximas competições deve elevar o nível da equipe.

O Brasil ainda terá a Copa Sul-Americana (já vencida pela seleção B em 2026) e o Campeonato Mundial como próximos desafios. O jejum de títulos pesa, mas a presença constante no pódio mostra que a distância para o topo é pequena.

O que esperar da seleção daqui para frente

A comissão técnica terá tempo para ajustar os pontos fracos expostos na final, especialmente a recepção de saque e a variação tática no ataque. A base do time está formada, e o entrosamento tende a melhorar com a continuidade do trabalho. O próximo grande teste será o Mundial de 2027, onde o Brasil buscará quebrar o jejum de títulos intercontinentais.

Para o torcedor brasileiro, a campanha na VNL 2026 deixa mais motivos para otimismo do que para preocupação. A prata é um resultado que, em condições normais, seria celebrado. O desafio agora é transformar a consistência em títulos.

Fonte: ge – Globo Esporte. “Opinião: vice do Brasil na VNL é dolorido, mas o copo está muito mais cheio do que vazio”. Disponível em: https://ge.globo.com/olimpiadas/blogs/brasil-em-los-angeles/noticia/2026/07/27/opiniao-vice-do-brasil-na-vnl-e-dolorido-mas-o-copo-esta-muito-mais-cheio-do-que-vazio.ghtml

Fonte

ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-07-27T14:51:53+00:00