Vasco paga caro por erro bobo e inicia sequência decisiva nas Copas ainda no Z-4
O empate com o Mirassol, em São Januário, escancara os mesmos problemas de sempre: erros individuais na defesa, desperdício no ataque e a sensação de looping que ronda o clube carioca. Agora, o time enfrenta Independiente Medellín e Fluminense em mata-matas, sem ter saído da zona de rebaixamento.


O Vasco da Gama desperdiçou a chance de deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão antes de uma sequência que pode definir sua temporada. No empate em 1 a 1 com o Mirassol, no último sábado (25), em São Januário, o time de Pedro Emanuel repetiu um roteiro já conhecido pelo torcedor: controle da partida, criação de chances e um erro defensivo bobo que custou caro. Agora, o clube inicia os mata-matas da Copa Sul-Americana (contra o Independiente Medellín) e da Copa do Brasil (contra o Fluminense) ainda na zona de rebaixamento, o que acende o alerta máximo dentro e fora de campo.
Pontos principais
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Resultado | Vasco 1 x 1 Mirassol, 20ª rodada do Brasileirão 2026 |
| Erro crucial | Gol de Igor Formiga aos 30 min do 1º tempo, após falha coletiva na defesa em cobrança de escanteio |
| Sequência decisiva | Mata-mata da Sul-Americana (Medellín) e Copa do Brasil (Fluminense) nos próximos dias |
| Problema crônico | Time entrega gols em lances improváveis e desperdiça chances no ataque; reformulação de elenco segue incompleta desde o retorno à Série A |
O gol que ninguém esperava (mas todo mundo já viu)
Aos 30 minutos do primeiro tempo, nada indicava que o Mirassol abriria o placar. O Vasco controlava a posse de bola e as finalizações, mas um escanteio despretensioso desmontou a organização defensiva. Reinaldo cobrou mal, e a bola poderia ter sido cortada por Cuiabano, Barros ou Puma Rodríguez. Nenhum deles conseguiu, e Igor Formiga, livre, só teve o trabalho de empurrar para as redes.
O lance foi o terceiro jogo seguido em que o adversário do Vasco não precisou fazer força para marcar. Contra o Vitória e o Independiente Medellín, o roteiro foi o mesmo: um erro defensivo evitável, um gol sofrido e a necessidade de correr atrás do resultado. A sensação, descrita por setores da imprensa e pela torcida, é de que o time repete os mesmos episódios sob diferentes treinadores — Fernando Diniz, Renato Gaúcho e agora Pedro Emanuel.
As tentativas de mudança e o mesmo resultado
Pedro Emanuel optou por uma alteração tática no meio-campo. Saiu Nuno Moreira, e entrou Ramon Rique, formando um setor mais preenchido com três volantes. A ideia era dar mais solidez, mas a falha individual na defesa comprometeu o plano. Além disso, o Vasco sentiu os desfalques de Brenner e Thiago Mendes, ambos com gastroenterite, e teve atuações individuais abaixo da média.
O lateral Barros está longe do nível que apresentou em 2025. Adson voltou mal da pausa da Copa. A dupla de laterais, essencial no esquema, errou na conclusão das jogadas. Spinelli, que substituiu Brenner, teve um dia em que errou praticamente tudo que tentou no ataque.
Pontos principais
| Jogador | Situação |
|---|---|
| Cuiabano | Vem de uma sequência de atuações ruins, longe do nível que já mostrou |
| Barros | Não repete o bom momento de 2025 e compromete a saída de bola |
| Spinelli | Substituiu Brenner, mas errou todas as finalizações e jogadas no ataque |
| Adson | Voltou mal da pausa e perdeu espaço no time |
A reação que não foi suficiente
As mexidas de Pedro Emanuel no segundo tempo melhoraram o time. Adson e Tchê Tchê deram lugar a Nuno e David. Jair entrou para dar mais serenidade ao meio-campo, que caiu com o cansaço de Ramon Rique. A principal mudança foi o deslocamento de Andrés Gómez da esquerda para a direita. O colombiano acertou um golaço de fora da área para empatar e foi o destaque da partida.
Depois do empate, o Vasco teve chances para virar, mas não aproveitou. A falta de pontaria e as escolhas erradas no ataque impediram a reação completa. O time precisa de muito volume de jogo para marcar um único gol, o que expõe uma fragilidade ofensiva que já dura meses.
O looping que não acaba e a sequência de finais
Desde que voltou à Série A, o Vasco repete as mesmas carências: um zagueiro, um volante, um ponta e um centroavante. Os reforços contratados não solucionaram os problemas, e o torcedor vive a sensação de ver os mesmos erros em todos os jogos, independentemente do técnico ou dos jogadores em campo.
Agora, o clube enfrenta uma sequência de três finais. Pela Sul-Americana, o confronto contra o Independiente Medellín é decisivo para a classificação. Pela Copa do Brasil, o clássico contra o Fluminense vale vaga nas quartas de final. E, no Brasileirão, ainda restam 18 jogos para tentar escapar do rebaixamento.
O elenco precisa entender o senso de urgência. A prioridade é sair do Z-4, mas as competições de mata-mata não podem ser tratadas como secundárias. Cada jogo é uma chance de mudar o rumo da temporada — ou de enterrar de vez as esperanças do torcedor.
O que esperar dos próximos dias
Os jogos contra Medellín e Fluminense vão testar a capacidade do Vasco de reagir sob pressão. O time mostra que sabe criar situações de gol, mas não consegue evitar erros defensivos que custam pontos. Se o padrão se repetir, a temporada pode terminar mais cedo do que o planejado.
Fonte: ge — Globo Esporte (https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2026/07/26/analise-vasco-paga-caro-por-mais-um-erro-bobo-e-inicia-sequencia-decisiva-nas-copas-no-z-4.ghtml)
Fonte
ge - Globo Esporte Publicação original: 2026-07-26T06:00:08+00:00
Rafael Costa
Acompanha clubes, CBF, tabela, calendário e bastidores do futebol nacional.
