Colina defende integridade da arbitragem da Copa e nega influência de Infantino
Chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Colina aborda polêmicas envolvendo árbitros na Copa do Mundo, garantindo independência e explicando lances cruciais.


Pierluigi Colina, atual chefe de arbitragem da FIFA, veio a público nesta quinta-feira (9) para defender a integridade dos árbitros que atuam na Copa do Mundo. Em declarações que buscam dissipar as controvérsias recentes, Colina afirmou que os juízes não sofrem qualquer tipo de influência, nem mesmo do presidente da entidade, Gianni Infantino, em suas decisões dentro de campo.
A fala de Colina surge em um contexto de polêmicas envolvendo a atuação de alguns árbitros, como o brasileiro Raphael Claus e o francês François Letexier. Acusações de interferência e questionamentos sobre a idoneidade dos profissionais ganharam destaque na mídia, especialmente após jogos que geraram insatisfação em algumas seleções.
Por que importa
Pontos principais
| Ponto | Descrição |
|---|---|
| Integridade Arbitral | Colina garante que os árbitros da Copa do Mundo não sofrem influência externa em suas decisões. |
| Independência | O chefe de arbitragem assegura que nem mesmo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, interfere no trabalho dos juízes. |
| Respeito aos Árbitros | Colina pede fim a acusações infundadas, que podem levar a ameaças contra árbitros e suas famílias. |
| Explicação de Lances | O dirigente detalha decisões polêmicas, como gols anulados e lances de contato, explicando a aplicação do VAR. |
A defesa de Colina busca reforçar a confiança no trabalho da arbitragem, destacando que as decisões são tomadas de forma honesta e com o máximo esforço, assim como ocorre com jogadores e técnicos. Ele ressaltou que discussões sobre futebol são válidas, mas acusações sem fundamento não têm espaço no esporte.
Polêmicas na Copa
O técnico do Egito, Hossam Hassan, foi um dos que mais criticou a arbitragem após a derrota para a Argentina, apontando “fatores externos e internos” para o resultado. Jogadores egípcios também expressaram insatisfação, com um deles afirmando que a arbitragem estava “direcionada” para a Argentina.
Um dos lances mais questionados foi um gol anulado do Egito pelo VAR, devido a uma falta na origem da jogada. Colina explicou que o VAR pode intervir se uma falta for considerada decisiva para o gol, independentemente da distância ou tempo entre a infração e o tento. Ele citou o exemplo de uma pisada de um jogador egípcio no argentino Lisandro Martínez como justificativa para a intervenção.
Outra reclamação egípcia girou em torno do gol da virada argentina, onde alegaram supostas faltas não marcadas a favor do Egito. Colina rebateu, explicando o “elemento de subjetividade” do futebol e que, no caso específico, o contato do defensor argentino com o egípcio foi considerado normal de jogo, sem infração.
Colina encerrou sua declaração demonstrando satisfação com a aplicação dos princípios de arbitragem no torneio e destacou os números gerais da Copa até o momento, com alta média de gols e estádios com quase capacidade máxima.
A posição de Colina reforça a importância da credibilidade da arbitragem em competições de alto nível, como a Copa do Mundo, e a necessidade de proteger os profissionais de ataques infundados, que podem ter consequências graves.
Fonte: Placar – https://placar.com.br/copa-do-mundo/nao-somos-influenciados-nem-por-infantino-diz-pierluigi-colina/
Fonte
Placar Publicação original: 2026-07-09T04:27:12+00:00
Mariana Alves
Cobre vôlei, tênis, basquete, lutas, ciclo olímpico e esporte feminino.
