Jornalistas japoneses ignoram pedido de espaço em coletiva na Copa, relata repórter
Relato de um repórter brasileiro descreve situação tensa em Houston, onde jornalistas do Japão recusaram ceder assentos em sala de imprensa, contrariando imagem de civilidade.


A imagem de torcedores japoneses limpando estádios e celebrando classificações de forma exemplar em Copas do Mundo passadas consolidou uma percepção de civilidade e organização. No entanto, um relato vindo diretamente do NRG Stadium, em Houston, durante a Copa do Mundo, sugere que essa imagem pode não corresponder à realidade em todas as situações, especialmente no ambiente profissional de uma sala de imprensa.
O incidente ocorreu durante as entrevistas coletivas pós-jogo, envolvendo o zagueiro Marquinhos e o técnico Carlo Ancelotti. Segundo o jornalista do Jogada10, Leonardo Pereira, que estava cobrindo o evento, jornalistas japoneses se recusaram a ceder seus assentos para colegas brasileiros que precisavam realizar perguntas aos atletas e comissão técnica.
Por que importa
A situação teria exigido a intervenção de um representante da FIFA, que precisou fazer apelos por microfone em três ocasiões. Apesar das solicitações, os jornalistas japoneses teriam ignorado os pedidos, deixando os profissionais brasileiros em pé. O relato questiona a suposta falta de empatia e a barreira linguística como desculpas, dada a reputação cultural do Japão.
Pontos principais
| Situação | Descrição |
|---|---|
| Incidente na Coletiva | Jornalistas japoneses não cederam assentos a brasileiros. |
| Intervenção da FIFA | Representante da entidade máxima do futebol precisou intervir. |
| Contraste com Imagem Pública | Relato questiona a percepção de completa civilidade da torcida japonesa. |
| Dificuldades Logísticas | Repórter descreve complexidade de acesso à área de imprensa em Houston. |
Desafios de Acesso e Logística
Além do incidente na sala de imprensa, o repórter também detalhou as dificuldades logísticas para acessar a área de cobertura no NRG Stadium. Ele descreve um trajeto complexo e demorado, que envolve “serpentear a arena” por cerca de 25 a 30 minutos antes mesmo de chegar à calçada principal. Essa jornada é ainda mais complicada pela existência de informações conflitantes fornecidas pelos funcionários locais, levando profissionais a se perderem.
A percepção de Houston como cidade também não foi positiva, de acordo com o relato. A chegada da equipe de reportagem à noite revelou um cenário com poucas opções de alimentação abertas, contrastando com a expectativa. O calor intenso da cidade, com sensação térmica elevada mesmo durante a noite, também foi um ponto destacado.
O cronista compara a experiência com outras cidades, mencionando a expectativa de uma “experiência antropológica” ao contrastar a cultura de Nova York com o “Texas red neck”. A coluna, conforme mencionado, se propõe a ser aberta ao contraditório e não reflete necessariamente a opinião do veículo.
Este relato levanta questões sobre a dinâmica entre profissionais da mídia em grandes eventos esportivos globais e como as percepções culturais podem ser desafiadas em situações práticas. Para o público do OnlineSportswear, a matéria oferece um olhar sobre os bastidores da cobertura de um evento de grande porte, além do esporte em si, mostrando os desafios enfrentados pelos jornalistas.
Fonte: Jogada10 – https://jogada10.com.br/copa-do-mundo-dias-24-25-e-26-cai-o-mito-do-japones-civilizado-e-sangue-bom/
Fonte
Jogada10 Publicação original: 2026-06-29T07:05:58+00:00
Mariana Alves
Cobre vôlei, tênis, basquete, lutas, ciclo olímpico e esporte feminino.
